sexta-feira, 22 de abril de 2016

Principais diferenças entre Carros Automático, Automatizado e CVT

O carro automático no Brasil está cada vez mais comum, a maior parte dos motoristas, inclusive as mulheres estão preferindo a facilidade de dirigir sem preocupação de ficar trocando marcha em meio ao trânsito que muitas vezes encontra engarrafado.

No entanto a tecnologia dos carros automáticos geram muitas dúvidas, pois existem diferentes tipos de câmbio. Veja neste post as diferenças entre o Câmbio automático, automatizado e o CVT.

Automáticos



O câmbio automático possui estrutura complexa e é mais caro, sendo gerenciado pelo conversor de torque.Os câmbios automáticos podem ter 3,4,5,6,8 e até 9 velocidades. 

O número de marchas depende do projeto do câmbio e das necessidades do veículo, sendo que este número também pode variar dos valores informados acima.

O principal diferencial está na concepção interna. No câmbio automático, a transmissão de movimento do motor para o câmbio é realizado por meio do conversor de torque. As mudanças de marchas são realizadas por pressão hidráulica.

O funcionamento do câmbio automático é mais complexo do que o de um manual. Um conjunto de engrenagens planetárias em uma única peça trabalha junto com o conversor de torque. O conversor acopla o motor à caixa de transmissão (funciona como a embreagem). Como ele desliza mais lentamente do que o acoplamento de uma embreagem, o tempo nas passagens é maior e o consumo também. As caixas automáticas com mais de seis relações estão aí justamente para diminuir a sede e as emissões e aproximar o desempenho dos câmbios manuais. Em ação, o automático costuma ser mais lento que as caixas de dupla embreagem.

Exemplos:

Quatro marchas: Hyundai HB20, Renault Duster, Citroën C3, Peugeot 208 e 2008

Cinco marchas: Honda Civic

Seis marchas: Chevrolet Cobalt, Spin e Cruze, Jeep Renegade 1.8 Flex, Citroën C4 Lounge, Peugeot 308 e 408

Nove marchas: Jeep Renegade 2.0 diesel, Range Rover Evoque

Automatizados



O Câmbio automatizado (com mono ou dupla embreagem) é mais simples, com estrutura próxima a do modelo mecânico, porém, as trocas de marchas é controlada por módulo eletrônico e atuadores hidráulicos. A transmissão de movimento do motor é intermediada pela embreagem, também controlada eletronicamente e acionada por atuadores hidráulicos.

Nos câmbio automatizados, a embreagem não apenas continua lá no seu lugar como dá sinais da sua permanência. O sistema eletrônico aciona a embreagem e, após analisar parâmetros de sensores de velocidade e rotação, faz trocas automaticamente graças aos atuadores hidráulicos.

Esse processo não é tão rápido, por isso alguns trancos são inevitáveis caso a aceleração seja mantida durante as trocas. Além disso, hábitos como segurar o carro no acelerador em subidas como se faz em um automático podem superaquecer a embreagem e travar o câmbio. Porém, os automatizados têm vantagens sobre os automáticos: o preço chegam a custar a metade e a capacidade de manter o nível de desempenho e consumo dos manuais tradicionais.

Exemplos:

Volkswagen i-Motion: up, Gol e Fox

Fiat Dualogic: Uno e Strada

Renault Easy'R: Sandero e Logan

Dupla Embreagem - DCT



As caixas de dupla embreagem, embora alguns engenheiros relutem em admitir para evitar confusão com os mal-vistos automatizados de apenas uma embreagem, a transmissão DCT (acrônimo para a expressão, em inglês, Dual Clutch Transmission), de dupla embreagem, é outra caixa automatizada.

É baseada em uma caixa manual, porém com duas embreagens que se intercalam nas engrenagens de marchas, pares e ímpares, o que deixa as trocas rápidas e eficientes. 

Elas atuam no lugar do conversor de torque de um automático. Um disco de embreagem maior aciona todas as marchas pares e a marcha à ré, enquanto outro menor é responsável pelas ímpares. Enquanto uma marcha está engatada, a próxima já está pré-acionada. Assim, a troca acontece quase que de imediato. Embora a impressão ao dirigir seja mais parecida com o de um automático convencional, a caixa de dupla embreagem é bem mais rápida.

Por ter um conjunto de embreagens maior e mais moderno, a DCT costuma ser mais cara e há mais dificuldades na hora da manutenção. É recomendada a quem deseja um automóvel voltado ao desempenho, sem comprometer o consumo.

Exemplos:

Volkswagen DSG: Golf, Fusca e Jetta

Ford Powershift: Fiesta e Focus

Porsche PDK: 911

Ferrari F1 Gearbox: F12 Berlinetta, LaFerrari

CVT


CVT, significa Continuously Variable Transmission (Transmissão Continuamente Variável), essa tecnologia não é nova, já existe há algum tempo. O primeiro carro a usar essa tecnologia chegou ao mercado em 1958. Já o conceito vem de 1490, quando Leonardo Da Vinci fez um esboço de uma transmissão contínua variável, sem degraus. E em 1886 foi registrada a primeira patente de CVT toroidal. Mas foi por volta dos anos 2000, que o CVT ficou mais efetivo comercialmente.

A caixa de variação contínua busca constantemente a relação ideal para cada momento. Não há marchas pré-definidas. Por não possuir marchas, o motorista não percebe mudanças. Ou seja, a transmissão sempre está na faixa de aproveitamento máximo do motor, de acordo com a pressão feita no pedal do acelerador. Embora costume utilizar conversor de torque para fazer a ligação da transmissão e do motor, as respostas dos CVTs não são tão rápidas quando no automático.

A principal vantagem da transmissão CVT é economizar combustível. No geral, as caixas CVT mais modernas são até 10% mais econômicas que as manuais. O segredo está na variação infinita das relações neste tipo de câmbio, o que otimiza o desempenho do motor independentemente da velocidade exigida pelo acelerador. Através de um sistema de polias de diâmetro variáveis, o câmbio CVT permite que o motor trabalhe sempre em um ponto de funcionamento ideal, reduzindo o consumo de combustível.

Carros com câmbio CVT tendem a ser mais econômicos, mas há um gasto considerável de energia em seu funcionamento, pois dentro dele os autuadores variam os diâmetros das polias. O atrito delas com o sistema de correia também consome potência.

Fabricantes como a Toyota, Audi e Honda criaram mecanismos de simulação de marchas para não causar estranheza e aumentar a emoção na hora de dirigir.

Exemplos:

Honda: HR-V, Fit e City

Toyota MultiDrive: Corolla

Nissan: Sentra

Analisando os tipos de transmissão, a melhor é a CVT, pois o carro tem um consumo econômico e não tem aquelas arrancadas bruscas que acontece com carros automatizados.

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